Mark Zuckerberg, dono da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), encerrou 2025 com uma movimentação estratégica que pegou o mercado de tecnologia de surpresa. A gigante americana adquiriu a startup de inteligência artificial Manus, de origem chinesa, em uma transação avaliada em cerca de US$ 2 bilhões.
Essa aquisição não é apenas uma compra de tecnologia, mas um sinal claro de onde a big tech pretende chegar nos próximos anos. A Manus ganhou notoriedade global recentemente por desenvolver agentes de IA autônomos capazes de executar tarefas complexas, indo muito além do tradicional chat de perguntas e respostas.
Neste artigo, você vai entender os detalhes desse acordo bilionário, por que essa tecnologia específica atraiu a atenção de Zuckerberg e como as tensões geopolíticas entre China e EUA influenciaram os bastidores da negociação.
O acordo de US$ 2 bilhões que agitou o mercado
Primeiramente, é importante destacar o peso financeiro dessa operação. A compra da Manus, reportada com valores girando em torno de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, coloca a startup entre as maiores aquisições recentes da Meta. O acordo foi confirmado no final de dezembro de 2025, consolidando a estratégia agressiva da empresa em dominar a infraestrutura de IA.
Além disso, a transação ocorre em um momento crucial. A Meta busca liderar a corrida dos “agentes de IA” (AI Agents) — sistemas que não apenas falam, mas agem em nome do usuário. A tecnologia da Manus era vista como uma das mais promissoras nesse nicho, competindo diretamente com soluções da OpenAI e Google.
Por fim, a rapidez do fechamento do negócio demonstra a urgência de Zuckerberg. Em um cenário onde a inovação em IA avança semanalmente, absorver uma tecnologia pronta e validada é mais eficiente do que desenvolvê-la do zero.
Quem é a “misteriosa” IA chinesa e o que ela faz
A Manus não era uma empresa amplamente conhecida pelo público geral até viralizar como uma possível “nova DeepSeek” devido à sua capacidade técnica avançada. A startup se diferenciou por focar em modelos de “raciocínio longo” e execução autônoma, permitindo que a IA navegasse na web e operasse ferramentas digitais como um humano faria.
Em seguida, vale notar a métrica de sucesso da empresa. Antes da compra, a Manus já processava milhões de tokens e gerenciava o que chamava de “computadores virtuais”, demonstrando uma arquitetura robusta para lidar com tarefas simultâneas e complexas.
Ou seja, ao comprar a Manus, a Meta não está apenas levando o código, mas uma nova filosofia de produto. A promessa é que essa tecnologia seja a base para assistentes virtuais realmente úteis dentro do WhatsApp e Instagram, capazes de reservar voos ou gerenciar agendas sozinhos.
A jogada geopolítica: China, Singapura e EUA
No entanto, a aquisição carrega um forte componente geopolítico. Embora tenha raízes chinesas e talentos oriundos da China, a Manus operava estrategicamente com sede em Singapura e já sinalizava o desejo de se distanciar de laços diretos com Pequim para evitar sanções.
Dessa forma, a compra pela Meta serve como um “porto seguro” para a tecnologia da startup. Ao integrar a Manus, Zuckerberg contorna potenciais barreiras regulatórias que poderiam impedir a startup de operar livremente no mercado ocidental, ao mesmo tempo que absorve talentos de engenharia de elite.
Portanto, o movimento é duplo: tecnológico e político. A Meta garante acesso a uma IA de ponta desenvolvida fora do eixo tradicional do Vale do Silício, enquanto a Manus ganha a escala global e a proteção institucional de uma big tech americana.
Conclusão
A compra da IA chinesa Manus por US$ 2 bilhões reforça que 2026 será o ano dos agentes autônomos. Para o dono do Facebook, o valor pago é um investimento na próxima era da computação, onde a IA deixará de ser um chatbot passivo para se tornar um agente ativo no nosso dia a dia digital.
Se você trabalha com tecnologia ou marketing, fique atento: a integração dessa inteligência aos produtos da Meta deve acelerar a automação de atendimento e processos em uma velocidade inédita.
Fontes e Referências
- G1: Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de ‘novo Deepseek’
- Exame: Meta fecha uma das maiores aquisições de sua história
- Exame Invest: Meta compra chinesa avaliada em US$ 2 bilhões
- IA Brasil Notícias: Meta reforça aposta em agentes de IA com Manus
- NeoFeed: Mark Zuckerberg compra startup de IA de raízes chinesas
- Manus Blog: Manus joins Meta for next era of innovation
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